Não havia fotos, vídeos ou publicidade. Apenas texto, com uma missão simples: explicar o que era a World Wide Web, como acessar seus recursos e como configurar um servidor web.
De certa forma, o primeiro site da Web funcionava como um guia para a própria tecnologia que o tornava possível.
Para criar aquela página, Berners-Lee desenvolveu ferramentas fundamentais que continuam sustentando a Web até hoje, como o HTML, o protocolo HTTP e o sistema de endereços conhecido como URL. O site estava hospedado no endereço info.cern.ch, o primeiro servidor web da história.

Com o passar dos anos, a versão original da página deixou de estar disponível. Naquela época, a preservação de conteúdo digital ainda não era uma preocupação comum. Em 2013, porém, o CERN restaurou o site com base nos registros históricos disponíveis, permitindo que ele voltasse a ser acessado.
Um dos momentos mais importantes dessa história aconteceu em 1993, quando o CERN decidiu disponibilizar a tecnologia da World Wide Web gratuitamente para qualquer pessoa. Essa decisão permitiu que a Web se espalhasse rapidamente pelo planeta, deixando de ser uma ferramenta voltada à comunidade científica para se tornar uma plataforma global.

Berners-Lee nunca patenteou sua criação. Ele defendia que a Web deveria permanecer aberta e acessível a todos. Embora não tenha acumulado uma fortuna diretamente com a tecnologia que desenvolveu, sua escolha ajudou a garantir que bilhões de pessoas pudessem utilizá-la livremente.
A abertura da Web foi um dos fatores que permitiram sua expansão mundial. O que começou como uma simples página de texto acabou se tornando a base de uma das maiores revoluções tecnológicas da história.

