João Hansen Júnior nasceu em 1915, em Joinville (SC), filho de um tecelão. Começou sua trajetória profissional como office-boy em uma perfumaria. Com o passar dos anos, estudou contabilidade e ganhou reconhecimento por sua habilidade na área financeira.
Em 1941, aos 26 anos, surgiu a oportunidade que mudaria seu destino. Ele assumiu uma pequena fábrica que produzia pentes de chifre de boi e enfrentava sérios problemas financeiros. Enquanto muitos viam um negócio sem futuro, Hansen enxergou potencial.
Nos primeiros anos, a empresa fabricava pentes, leques e diversos acessórios. Mas João percebeu uma tendência que ainda engatinhava no Brasil: o uso do plástico. Enquanto boa parte do mercado permanecia ligada aos materiais tradicionais, ele apostou em uma tecnologia que transformaria a indústria nas décadas seguintes.
A grande mudança aconteceu nos anos 1950, quando a empresa passou a produzir tubos e conexões de PVC. O mercado ainda era pequeno, mas Hansen identificou uma oportunidade impulsionada pelo crescimento das cidades e pela expansão da construção civil.
Sua estratégia era clara: investir em tecnologia, qualidade e fortalecimento da marca, em vez de competir apenas por preços baixos. Com o tempo, a Tigre conquistou a confiança dos consumidores e se tornou uma das marcas mais reconhecidas do setor.
Décadas depois, a empresa fundada a partir de uma modesta fábrica transformou-se em uma multinacional presente em dezenas de países e líder em seu segmento. O que começou com a produção de simples pentes tornou-se uma das maiores histórias de sucesso da indústria brasileira.
A trajetória de João Hansen Júnior mostra que grandes empresas costumam nascer de decisões ousadas. Muitas vezes, o diferencial está em identificar uma transformação antes dos demais e ter coragem para investir nela quando ainda parece uma aposta arriscada.
Qual tendência atual você acredita que a maioria das pessoas ainda está ignorando?

